Descubra qual a relação entre estresse e ganho de peso!

Escrito por Julia Murça

04 de outubro de 2019

Descubra qual a relação entre stress, absorção de nutrientes, ganho de peso e doenças diversas, e não deixe isso acontecer com você.

Especialistas afirmam que o maior mal que afeta a humanidade hoje é o estresse. O estresse é apontado por muitas pesquisas como a principal causa das doenças modernas.

Há uma citação do Dr. Steven Masley, médico da Califórnia, que é uma referência em Nutrição Avançada que diz: “O estresse mata literalmente”. Quando houve um grande terremoto na Califórnia, anos atrás, houve 500% mais ataques cardíacos no dia. O estresse, de fato, pode matar.

Mesmo quando coisas boas acontecem em nossas vidas, pode significar estresse para nosso corpo. É o caso de uma viagem, uma mudança de casa, passar num concurso importante. Seja um evento bom ou ruim, não há como nos livrar totalmente dos efeitos do estresse.

Quando se trata de uma ótima saúde, comer alimentos saudáveis e incorporar atitudes saudáveis, é apenas metade da equação. A outra metade é estar no estado ideal para digerir e assimilar alimentos.

Se você não está no estado ideal para digerir e assimilar alimentos, você pode estar comendo a comida mais saudável do mundo e praticando atividade física diariamente – se a sua resposta ao estresse é desencadeada – você não vai absorver os nutrientes dos alimentos, nem os benefícios do exercício.

O que é estresse?

Estresse é o estado de tensão mental ou emocional, ou tensão resultante de circunstâncias adversas ou muito exigentes.

A chave para entender essa definição, e como ela afeta o corpo, requer uma compreensão básica do Sistema Nervoso Central – ou SNC – mais especificamente o funcionamento do hipotálamo – que ativa a resposta de estresse no corpo.

No momento em que o alerta em decorrência do estresse é ativado pelo hipotálamo, que acontece em razão de alguma circunstância interna ou externa, os seguintes sintomas se manifestam no corpo:

  • Aceleração da frequência cardíaca e respiração
  • Aumento da pressão sanguínea
  • Liberação de hormônios que fornecem energia imediata como adrenalina, noradrenalina e cortisol
  • Desvio do fluxo sanguíneo da digestão para os braços e pernas, para que você possa correr – o sistema digestivo é desligado

A porção do sistema nervoso que exerce a maior influência na digestão é o Sistema Nervoso Autônomo (SNA). O SNA é responsável por estimular as secreções enzimáticas para que o processo digestivo flua. É responsável pela ótima absorção nutricional e é ele quem diz ao seu corpo quando digerir e quando não digerir. Quando estamos sob algum tipo de estresse o SNA desliga o sistema digestivo.

Há uma razão biológica para isso acontecer: se você está correndo de um urso, não terá tempo ou energia para digerir um sanduíche de atum – faz sentido?

ESTRESSE IMAGINÁRIO

O ponto principal é que o cérebro não diferencia estresse real de estresse imaginário. O corpo é afetado da mesma maneira – seja quando você está de fato correndo do urso ou seja quando você está correndo atrasado para uma reunião muito importante no trabalho com seu chefe.

Agora se imagine saindo de casa, correndo pela manhã, atrasado para uma reunião importante e, enquanto isso, você está comendo um sanduíche ou uma fruta. Ou, está em um tráfego terrível enquanto come seu almoço no banco do carro. Ou ainda, jantando na frente da televisão, assistindo notícias trágicas e violentas. Seu corpo não percebe que esses momentos não são fatais. Entende que são uma ameaça real. Seu sistema de defesa é ativado e seu sistema digestivo desligado.

Sabe aquela sensação de que a comida não caiu bem quando você recebe uma má notícia e estava comendo no momento? É isso mesmo, caiu mal, porque parou de ser digerida e está literalmente sentada no estômago aguardando pela reativação do sistema digestivo.

Além de tudo, o estresse acidifica nosso sangue, o que torna nosso corpo propício ao desenvolvimento de vírus, bactérias nocivas e parasitas, nos levando à doença. Pesquisas mostram que o corpo ácido é mais propício ao câncer.

Como o estresse afeta nosso corpo?

Além do aspecto digestivo e acidificador do estresse, veja outros efeitos no corpo:

  • Aumento da produção de cortisol – o que causa inúmeros problemas como aumento de peso e gordura abdominal, osteoporose, diabetes, entre outros
  • Diminuição da absorção de nutrientes – causando a necessidade de ingestão de mais comida, o que leva ao ganho de peso
  • Aumento da excreção de nutrientes – causando a necessidade de ingestão de mais comida, o que leva ao ganho de peso
  • Aumento das bactérias ruins presentes na flora intestinal – o que prejudica os prebióticos e atrapalha a absorção dos nutrientes
  • Aumento da retenção de sal – o que gera retenção de líquidos causando inchaço e desconforto
  • Diminuição da eficiência térmica do corpo – afeta seu metabolismo, o que significa que sua capacidade de queimar calorias diminui
  • Diminuição da produção de hormônios pela tireóide – te deixando sem energia ou cansaço crônico
  • Aumento do colesterol no sangue – o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas
  • Perda da qualidade de sono e consequentemente mais cansaço – o que aumenta sua fome, afeta suas escolhas alimentares e na sua capacidade de se exercitar
  • Sensibilidades alimentares e alergias – causando restrições alimentares e diversos outros problemas
  • Diminuição da produção de ácido clorídrico – impactando negativamente sua digestão
  • Diminuição no hormônio do crescimento – favorecendo ganho de peso
  • Aumento da resistência à insulina – que é um estado de pré-diabetes

Há quatro maneiras diferentes pelas quais as pessoas experimentam o estresse:

  1. Biológica e quimicamente nos processos do corpo
  2. Mental e emocionalmente em pensamentos, crenças e sentimentos
  3. No âmbito espiritual, em relação aos seu senso de conexão com algo superior
  4. Estruturalmente com impacto nos ossos e músculos

Estresse biológico e químico

Toda vez que comemos uma refeição, os diferentes alimentos que escolhemos podem promover ou reduzir o estresse no corpo.

Quando se trata de reduzir o estresse biológico e químico no corpo, a pergunta é: Qual é a menor e mais delicada intervenção que podemos fazer com o maior impacto positivo para diminuir o estresse no corpo?

A resposta é: Equilibrar o açúcar no sangue.

O que é açúcar no sangue e por que é importante mantê-lo equilibrado?

Açúcar no sangue é a concentração de glicose no sangue. Glicose é um açúcar simples e é a principal fonte de energia preferida pelo nosso corpo. É importante manter o açúcar no sangue equilibrado, porque quando há muita ou pouca glicose no sangue, uma resposta significativa de estresse é desencadeada no corpo.

Quando o alimento chega no intestino delgado, o pâncreas libera enzimas específicas para decompor o amido, a gordura e a proteína. E a glicose proveniente desse processo é absorvida pela parede intestinal e liberada na corrente sanguínea.

A corrente sanguínea é o sistema de entrega que transporta glicose para todas as células. Porém, só porque você tem glicose na corrente sanguínea, não significa que suas células possam utilizá-lo. A insulina, produzida pelo pâncreas, é o hormônio necessário para que as células absorvam glicose.

Quando a glicose no sangue ou os níveis de açúcar aumentam, a insulina é liberada. Em seguida, a insulina é ligada aos receptores das células, que faz com que a célula desbloqueie o canal no qual a glicose pode passar para a célula e, eventualmente, ser transformada em energia, ATP, através de um processo chamado glicólise.

Glicólise é a conversão do açúcar no sangue em energia. Uma vez que o corpo tenha utilizado toda a glicose de que necessita naquele momento, qualquer excesso será armazenado – em primeiro lugar no fígado e músculos como glicogênio. Se todas as reservas de glicogênio em seus músculos e fígado estão cheias, o corpo transforma o excesso de glicose em lipídios e armazena nas células adiposas, o que leva a ganho de peso.

A abundância de carboidratos simples, ou seja, açúcar, farinhas refinadas e produtos industrializados em geral, faz com que esse processo de liberação excessiva de açúcar no sangue se repita continuamente.

Diabetes e Alzheimer

Daí surgem os problemas. Frequentes altas de açúcar no sangue ou períodos prolongados de açúcar elevado no sangue, podem levar a vários problemas de saúde, como danos aos seus nervos, vasos sanguíneos e órgãos, além de promover a diabetes, doença degenerativa grave. Pesquisas mostram que quem tem diabetes tem 50% mais de chance de desenvolver Alzheimer.

Açúcares processados dominam nosso suprimento de alimentos hoje. Estão em bolachas, refrigerantes, bolos, pão, ketchup, suco, molho de salada, molho de tomate, chicletes, até na pasta de dente, e tem vários nomes disfarçados. O mais conhecido é o açúcar branco de mesa ou a sacarose.

No processamento, os fabricantes tiram da planta todas as fibras, vitaminas e minerais. A fibra na planta é o que move a comida nos intestinos. E as vitaminas e minerais da planta são os nutrientes que tornam o alimento necessário para o corpo.

Para aumentar o problema, 54% do açúcar vendido na América é geneticamente modificado, pulverizadas com um herbicida chamado glifosato. Esse é o ingrediente ativo de um produto chamado Roundup. Ele é pulverizado antes da colheita, para acelerar o processo de amadurecimento e aumentar a doçura dos produtos. Estudos em todo o mundo sugerem que não há níveis seguros de glifosato para humanos.

Então, basicamente, o que acontece na produção de açúcar, é que você tem uma planta que foi transformada em um pó branco que é geneticamente modificado ou coberto por herbicidas inseguros.

O que acontece quando você coloca esse pó branco em seu corpo? Por não conter mais vitaminas, minerais ou fibras, seu corpo precisa usar suas próprias reservas de vitaminas e minerais. Em outras palavras, se você está comendo muito açúcar refinado e você não está comendo alimentos densamente nutritivos, que aportam minerais, suas reservas de minerais e nutrientes estão se esgotando. Você vai acabar em déficit.

Resumindo, quando ingerimos açúcar, os níveis de glicose aumentam e o cérebro é alertado para liberar insulina para baixar o nível de açúcar no sangue. O pâncreas secreta o hormônio insulina para retirar o açúcar do sangue. É um bom sistema, que se auto equilibra. O problema é quando isso acontece repetidamente ao longo do dia. Nesse quadro, o corpo começa a liberar insulina em excesso, e retira muita glicose da circulação, causando no seu corpo uma montanha russa de energia e emoções. Essa montanha russa causa grande estresse biológico para o corpo.

Em razão desse estresse biológico, você fica instável e ansioso, sofre de falta de clareza mental, e ausência de energia. O que seu corpo vai querer nesse estado? Mais açúcar, claro. Montanha russa de novo!

Esta é uma das razões pelas quais quando começamos a comer açúcar, não conseguimos parar, porque seu corpo está tentando encontrar equilíbrio de forma muito trabalhosa. E a forma mais fácil de ter energia é comendo açúcar novamente. O corpo fica em constante estado de alerta.

Efeito Montanha Russa

Quando o nível de açúcar no sangue sobe o corpo vivencia os seguintes sintomas:

  • Sensação de sobressalto
  • Ansiedade
  • Aumento da sede
  • Dores de cabeça
  • Tontura
  • Leve euforia

Quando o nível de açúcar desce:

  • Falta de clareza mental
  • Dificuldade de concentração
  • Impaciência
  • Irritabilidade
  • Nervosismo
  • Palpitações cardíacas
  • Suor excessivo
  • Tontura
  • Náusea
  • Fadiga
  • Mau humor

Agora, vamos ver algumas das complicações fisiológicas decorrentes desse efeito montanha-russa de açúcar no sangue:

  • Depressão: O centro de Bio-cérebro – Clínica de Saúde Mental em Londres, relata que o balanço de açúcar no sangue é muitas vezes o maior fator de transtornos de humor que levam as pessoas a procurarem o tratamento. Quanto mais irregular for o açúcar no sangue, mais irregular será o humor. Este ciclo de subida e descida pode realmente atrapalhar os níveis de serotonina e causar depressão crônica
  • Aumento no risco de câncer: Este foi um estudo importante feito na Europa que descobriu que mulheres com altos níveis de açúcar no sangue têm um risco maior de desenvolver câncer de pâncreas, pele, útero e trato urinário
  • Ganho de peso: Se os receptores de glicose no cérebro, músculos e células sanguíneas estiverem cheios, o corpo vai transformar a glicose em gordura e armazenar no corpo. O sobrepeso é a porta de entrada para várias outras doenças como distúrbios cardíacos, diabetes e obesidade

Sendo assim, equilibrar o açúcar no sangue é a coisa mais importante que você pode fazer para controlar o estresse no seu corpo.

3 passos para controlar o açúcar no sangue

Passo 1: Beba mais água

Eu sei que este parece muito óbvio e simples, mas confie em mim, funciona. A água não só ajuda a liberar as toxinas do sistema, mas também a equilibrar os hormônios e a regular o açúcar no sangue, como também evita o consumo de calorias vazias, que poderiam estar sabotando sua jornada de perda de peso.

A água ajuda a diminuir os desejos alimentares e também aumenta sua energia, e tem importantes funções no corpo, além de hidratar e limpar, como:

  • Mantém o equilíbrio dos fluídos do corpo
  • Transporta nutrientes
  • Auxilia na digestão, formando as secreções no estômago
  • Elimina resíduos corporais
  • Mantendo seus rins saudáveis
  • Mantém os órgãos úmidos como a nossa pele, olhos, boca e nariz para que funcionem bem
  • Lubrifica e amortece as articulações
  • Limpa a pele
  • Evita cãibras musculares
  • Regula a temperatura corporal
  • Regula o metabolismo
  • Reduz inflamação e
  • Retarda os sinais de envelhecimento

Os sinais de que você pode não estar bebendo água suficiente são:

  • Urina escassa e/ou amarela escura
  • Sensação de tontura
  • Respiração rápida
  • Batimento cardíaco acelerado
  • Pele seca ou muito seca
  • Sensação de letargia ou falta de energia
  • Desmaio
  • Confusão mental

Então, como saber se você está bebendo a quantidade correta de água? A resposta seu corpo é que sabe. Sua pele, sua boca e olhos devem estar úmidos e sua urina clara, abundante e sem cheiro. Simples assim.

Se você está bebendo  água suficiente, diariamente, terá que esvaziar a bexiga a cada duas ou três horas. Se você está indo constantemente, você pode estar bebendo muita água.
Quando praticamos muito exercício ou quando ingerimos álcool o consumo de água deve aumentar.

A questão é que muita gente se esquece de beber água. Hoje existem vários aplicativos que podem te ajudar com isso. Instale no seu celular.

Outra dica é colocar a quantidade de água que você quer ingerir durante o dia na sua mesa de trabalho ou estudo. Assim, você se compromete em esvaziá-la ao longo do dia. Deixe garrafas com água por toda parte. Deixe a água o mais acessível possível.

Para quem tem dificuldade em beber água, há algumas sugestões para tornar o sabor mais atraente, como adicionar fatias de limão, lima, pepino, laranja ou hortelã, o que também pode ajudar na absorção.

Outra dica boa é já tomar pelo menos dois copos grandes ao acordar. Já é quase 1 litro pela manhã, o que te hidrata pelas horas da noite que você ficou sem beber água e te prepara para a manhã que começa.

Mais uma dica é beber pelo menos 2 copos de água antes do exercício, bebericando pequenas quantidades de água durante o exercício e depois.

Prefira beber a maior parte de sua água entre as refeições, e não com as refeições. Quando você bebe água com as refeições, dilui o ácido estomacal e as enzimas, dificultando a capacidade de decompor diferentes alimentos.

Evite beber água de garrafas plásticas. E na sua casa use um sistema de filtragem eficiente que seja capaz de remover metais pesados e outras impurezas. Vale a pena investir em um sistema de filtragem bom – você é feito de água, não pode viver sem ela.

Passo 2: Acrescente proteína a todas as suas refeições

A segunda maneira de equilibrar o açúcar no sangue, é acrescentar pequenas porções de proteína a cada refeição.

Proteínas são moléculas complexas que levam mais tempo para serem decompostas pelo corpo. A digestão da proteína é lenta, o que também retarda o processo de absorção de qualquer alimento à base de carboidratos que você tenha ingerido na refeição. Ou seja, a proteína retarda a absorção de açúcar na corrente sanguínea, diminuindo assim a intensidade e a freqüência dos picos de glicose no sangue.

Mas atenção, o consumo de pouca proteína, ou em excesso, pode aumentar a ânsia por açúcar.

Quando o consumo de proteína está abaixo do necessário para seu corpo, você fica sem energia e tende a buscar mais açúcar. Esta é uma ótima dica para quem tem muito desejo por doces: Adicionar mais proteína, e o tipo certo de proteína para você ao longo do dia, é uma solução muito fácil e que gera excelentes resultados.

Por outro lado, quando há excesso de proteína, curiosamente, seu corpo se sente tenso e tenta se equilibrar buscando o oposto. Ele busca por alimentos expansivos que relaxam – geralmente, açúcar e álcool.

Sinais de pouca proteína:

  • Fadiga ou sensação de fraqueza
  • Letargia
  • Perda de cabelo ou mudança na cor/textura do cabelo
  • Sentir-se distraído, nervoso, sem base (aéreo), sem foco ou clareza mental
  • Se a deficiência for severa pode haver inchaço abdominal

Sinais de muita proteína:

  • Prisão de ventre
  • Função renal menos eficiente
  • Mau hálito
  • Odor corporal
  • Ganho de peso
  • Sensação de contração, tensão ou rigidez no corpo

É importante que você descubra qual tipo de proteína e qual a quantidade de proteína faz bem para você. E isso se faz por meio da experimentação e observação. Acrescente diferentes tipos de proteína ao seu café da manhã, almoço, lanche e ceia, e observe como você se sente. Ficou satisfeito na medida certa, com energia e disposição? Bingo!

Faça esse experimento com a ajuda de um pequeno diário, onde você anota qual tipo de proteína e a quantidade que você usou e como se sentiu na hora que estava se alimentando e cerca de 2 horas depois. Perceba também como foi o funcionamento do intestino e faça os ajustes necessários.

Seu corpo está constantemente te dando feedback sobre o que comer e quanto comer. O corpo fala – nós apenas temos que aprender essa língua.

A ideia é encontrar o tipo e quantidade de proteína que dá à você energia duradoura e estável. O objetivo de se alimentar é que você se sinta bem – não apenas logo após comer, mas depois de algumas horas também.

Uma dica para esse experimento é você consumir durante um dia – em todas as refeições – apenas proteína vegetal e ver como se sente. No outro dia, apenas proteína animal. No outro dia, alternar – numa refeição proteína vegetal, na outra proteína animal. E o próximo passo é ir acertando as quantidades.

Você aprenderá muito com esse processo, o que ajudará você a tomar decisões sobre o tipo e a quantidade de proteína que seu corpo gosto e precisa – desenvolvendo sua intuição e acordando sua sabedoria corporal. O mecanismo de feedback através de um diário é essencial para esse processo.

Passo 3: Adicione gorduras saudáveis às suas refeições

É isso mesmo! Adicione gordura na sua vida! “Mas espere! – diz você, A gordura não engorda? Não é ruim para mim?”. Há muito tempo as gorduras têm uma má reputação na mídia tradicional e na cultura da dieta. Mas essa teoria já caiu por terra. Gorduras saudáveis são realmente essenciais para o corpo.

As gorduras são um dos três macronutrientes que fornecem energia e uma série de outros benefícios para a saúde do corpo, como crescimento e desenvolvimento de tecidos e órgãos. A gordura:

  • Nutre nossa pele, cabelo e unhas
  • Ajuda a absorver vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, E, D e K
  • Regula os hormônios
  • Mantém um metabolismo estável
  • Protege nossos órgãos
  • É parte essencial do nosso cérebro e do nosso coração
  • Nos mantêm aquecidas isolando o corpo
  • Reduzem o processo de inflamação no corpo, o que é extremamente importante

Existem diferentes tipos de gorduras. Há gorduras trans, gorduras saturadas, monoinsaturadas e insaturadas que contêm outro subgrupo chamado de ácidos graxos essenciais. E eles são chamados de “essenciais” porque o corpo não pode fazê-los de forma autônoma. Então eles devem ser consumidos através da alimentação ou suplementos.

De forma semelhante à proteína, as gorduras têm uma estrutura molecular mais complexa do que um carboidrato simples. Então, o sistema digestivo leva mais tempo para quebrar as gorduras em moléculas menores. Isso significa que os outros alimentos que você comeu junto com a gordura levarão mais tempo para serem absorvidos pela corrente sanguínea do que se tivessem sido ingeridos sozinhos.

Atenção, nem toda gordura faz bem!

Vamos começar com a gordura de má qualidade, que está presente na maioria dos produtos industrializados e é consumida em larga escala nos dias de hoje – a gordura trans. Algumas gorduras trans ocorrem naturalmente, mas a maioria são feitas pelo homem. As gorduras trans artificiais são criadas pela adição de uma molécula de hidrogênio aos óleos vegetais líquidos, a fim de torná-los mais sólidos. Tais gorduras não são reconhecidas pelo corpo como alimento.

A intenção por trás disso é aumentar a estabilidade dos alimentos e prolongar sua vida útil na prateleiras dos supermercados, e também para aumentar o sabor e textura dos alimentos processados. Isso é muito bom para os fabricantes de alimentos, mas nada bom para você.

As gorduras trans são prejudiciais porque diminuem o HDL, que é o tipo benéfico de colesterol e aumentam nosso colesterol ruim. Também causam envelhecimento, doenças cardíacas e câncer.

Nos últimos anos, tem havido mais educação sobre essas gorduras, e muitas pessoas estão cientes de que as gorduras trans não são uma boa escolha para melhorar a saúde. E, de fato, algumas cidades e estados proibiram seu uso, como por exemplo, a Califórnia, que se tornou o primeiro estado do Estados Unidos a banir as gorduras trans quando o governador Arnold Schwarzenegger assinou uma medida para eliminar seu uso em restaurantes a partir de 2010. Demais né?!

Tenha atenção aos rótulos para não consumir esse tipo de gordura. Ela pode aparecer nomeada como: óleo parcialmente hidrogenado, óleo vegetal hidrogenado, gordura vegetal hidrogenada, margarina, óleo vegetal modificado.

Esse tipo de gordura geralmente está presente em todos os produtos industrializados, especialmente em bolos, tortas, biscoitos, sanduíches prontos, pipoca de microondas, doces recheados com creme, donuts, fast foods fritos e pizza congelada.

E aqui vai uma dica importante quando se trata de descobrir se o que você está comendo contém gordura trans: Um rótulo de alimentos pode legalmente dizer “zero gramas de gordura trans”, mesmo contendo essa gordura. Se um item alimentar contiver menos de 0,5 gramas de gordura trans por porção, pode ser rotulado como zero gramas de gordura trans na embalagem.

Portanto, a melhor maneira de evitar gorduras trans é garantir que a lista de ingredientes da comida que você está escolhendo não diga “óleo parcialmente hidrogenado” ou os outros nomes citados acima.

Sobre gordura saturada

O que é? Bem, do ponto de vista químico, as gorduras saturadas são simplesmente moléculas de gordura que não têm ligações duplas entre as moléculas de carbono, porque estão saturadas de moléculas de hidrogênio.

As gorduras saturadas são basicamente sólidas em temperatura ambiente. Elas podem ser encontrados em carnes, laticínios, alguns produtos de panificação, frituras, alguns óleos vegetais, como óleo de palmiste, óleo de palma e óleo de coco.

Como todas as coisas na nutrição, há muitas pessoas que vão dizer que a gordura saturada é terrível para você, e há muitas pessoas que vão jurar que não é ruim para você. E existem pesquisas de ambos os lados. De acordo com as minhas pesquisas, a gordura saturada é boa para nosso corpo, na verdade, essencial.

Um ótimo exemplo disso é a recente polêmica sobre o óleo de coco. Bem, vamos olhar para essa gordura saturada específica com um pouco mais de profundidade, porque vale a pena.

Em 1930, havia um dentista chamado Dr. Weston Price que viajou por todo o Pacífico Sul examinando as dietas tradicionais e seus efeitos sobre a saúde dentária e geral. E descobriu que aqueles que faziam dietas ricas em produtos de coco eram realmente saudáveis, apesar do alto consumo de gordura.

E ele descobriu que a doença cardíaca era praticamente inexistente nessas localidades. Então ele começou a pesquisar os benefícios do óleo de coco para a saúde. E suas descobertas sugeriram que o óleo de coco:

  • Ajuda a promover a saúde do coração
  • Promove a perda de peso
  • Apoia o sistema imunológico
  • Fortalece o metabolismo
  • Atua como uma fonte de energia duradoura
  • Mantém a pele saudável e com aparência jovem
  • Apoia o funcionamento adequado da tireoide
  • Age como antimicrobiano, por conter ácido caprílico
  • E em razão do ácido láurico, possui propriedades antivirais, antibacterianas e antiprotozoárias

O óleo de coco podem ser mais rapidamente decompostos e enviados diretamente para o fígado para serem metabolizados e transformados em energia, tornando-os prontamente disponíveis para serem usados como combustível.

Durante a fobia da gordura das últimas décadas, todas as gorduras saturadas foram condenadas como ruins – algo a ser evitado. Como isso começou? Neste ponto específico – da gordura saturada – começou em 1940, quando os agricultores tentaram engordar seu gado com óleo de coco. Mas eles descobriram que seus animais não estavam ficando maiores, eles estavam ficando mais enxutos e mais ativos. Então, eles mudaram para a soja e o milho, que diminuem a atividade da tireóide, fazendo com que os animais ganhassem peso sem muita comida.

Nos anos 80, alguns grupos poderosos nos EUA começaram a condenar o óleo saturado e indicar o uso de óleo vegetal. E o resultado foi que as pessoas começaram a consumir óleo vegetal, que poderia ser fabricado de forma barata nos EUA, em vez de importar óleo de coco das Filipinas e da Malásia.

Muitas vezes há uma razão econômica pela qual alguns alimentos são chamados de “bons” e alguns alimentos são chamados de “ruins”. Fique atento.

As gordura monoinsaturadas são boas para nosso corpo, porém são sensíveis a luz e ao calor. Estão presentes no azeite de oliva, nas castanhas e sementes por exemplo. O ideal neste caso é consumir o azeite de oliva cru para manter todas as suas propriedades, mas não quer dizer que não possa ser aquecido – azeite quando aquecido não estraga, apenas perde parte do seus fitoterápicos. Quanto aos óleos presentes na sementes, o melhor é consumi-los dentro da própria semente e não separado.

As gorduras insaturadas são instáveis e se estragam se expostas ao calor. Todos os óleos vegetais são gorduras insaturadas.

Com essas atitudes simples você pode fazer toda a diferença para seu corpo!

Com saúde e alegria!

Comentários