Podemos reprogramar nosso DNA

Escrito por Ricardo Matos

21 de junho de 2018

O seu destino não está nos seus genes.

Na verdade, o seu destino está na forma como você se alimenta, se movimenta e como você encara o mundo.
Podemos reprogramar nosso DNA com as escolhas cotidianas que fazemos. Essas escolhas geram hábitos, e esses hábitos formam nosso estilo de vida. Reprogramar nosso DNA não é ficção cientifica!

No livro Biologia da Crença, o autor Bruce Lipton, cientista norte-americano pioneiro da nova biologia, afirma que não somos controlados pelo nosso DNA. Na verdade, o nosso DNA é controlado, e até mesmo alterado, pela forma como percebemos o mundo, ou seja, pelos nossos pensamentos.

Basicamente ele afirma que são duas as grandes forças que atuam sobre a nossa biologia. O meio ambiente e a forma como percebemos este meio ambiente.
O recado mais importante do livro é que somos 100% responsáveis pela nossa saúde, e não uma vítima das circunstâncias.

“Fiquei extasiado com a ideia de poder alterar meu destino modificando minhas crenças. O simples fato de perceber que este novo ramo da ciência poderia me fazer passar de mera ‘vítima’ a ‘co-criador’ trouxe-me grande alívio. Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes.”
(Citações do livro A Biologia da Crença  – Bruce H. Lipton)

Crença limitante

Se somos fruto do que pensamos, somos fruto das nossas crenças. Precisamos então, rever todas as crenças que nos limitam e nutrir todas as que nos fazem avançar e evoluir.Temos duas grandes crenças limitantes atuando na nossa sociedade hoje.

Uma é: adoecer é normal. Faz parte da vida. Todo mundo adoece…

Outra é: ao envelhecer é normal, na verdade é inevitável, que você adoeça. Envelhecer virou sinônimo de adoecer.

Essa crença limitante de que ao envelhecer é inevitável adoecer é forte e persistente. Mas isso não é verdade. É possível sim envelhecer com saúde e vigor até o último suspiro. Isso foi tão difundido, repetidamente, que todos acreditam que seja uma verdade sem questionar.

Na verdade, de acordo com pesquisas, já nasceram as crianças que podem viver até 150 anos. Ou seja, a raça humana está evoluindo quantitativamente a nível biológico. Porem, essas mesmas pesquisas mostram uma triste realidade. Essa nova geração de crianças atuais pode ser a primeira geração com menor expectativa de vida que seus pais.  Isso em razão do estilo de vida destruidor adotado pela nossa sociedade atual.

Vejo mais e mais crianças sendo alimentadas de forma totalmente destrutivas desde muito cedo. O que tira delas o seu maior tesouro, seu patrimônio biológico. E pior: elas ainda não tem escolhas. Dar coca-cola para um bebê deveria ser considerado crime. Quando brinco que quero viver 150 anos, muitas pessoas se mostram reativas a ideia. Porque? Seria tão maravilhoso! Pra mim, quanto mais tempo na terra melhor. Mais tempo para aprender, evoluir, trabalhar e aproveitar essa oportunidade maravilhosa.

Claro que quero os 150 anos com saúde plena. E realmente acredito que seja possível, a partir das minhas escolhas de agora, e dos avanços tecnológicos no âmbito da saúde preventiva.

Velho

Ocorre que a maioria de nós tem uma visão dos idosos como pessoas velhas, sofredoras e sem saúde. Ocorre que, em razão do nosso estilo de vida, estamos biologicamente adoecendo mais e envelhecendo mais rápido.

Uma pesquisa mostra esse triste resultado: Brasileiros passam 1/5 da sua vida incapacitados. Incapacitados quer dizer em cadeiras de rodas, sem memória, dependendo do uso de fraudas, sem autonomia etc. (Folha de São Paulo, 28/07/05)

Ou seja, numa vida média de 80 anos, 16 anos de incapacidade é muito tempo. O médico Vitor Sorrentino, em seu livro “Segredos para uma vida longa”, afirma que 80% das doenças atreladas ao processo de envelhecimento são completamente evitáveis. 

Mas então como reverter esse processo de adoecer ao envelhecer? Primeiro compreender o que causa a doença e, segundo, agir na causa.

As doenças crônicas como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, hiper-tensão, câncer e as doenças degenerativas do sistema nervoso, como Parkinson, Alzheimer e outras são evitáveis.

Basta perceber que essas doenças não existiam a 100 anos atrás. Alguma coisa desencadeou o surgimento dessas doenças e não foi o nosso DNA, que é o mesmo desde os primórdios.

Estilo de vida

Foi nosso estilo de vida. Passamos de uma alimentação natural para uma alimentação artificial. De pouca quantidade de comida para uma quantidade absurda ao alcance das nossas mãos. De uma vida de plena atividade física diária para uma vida sentada.
Vivemos hoje uma vida estressante, num meio ambiente poluído. Poluição alimentar, visual, auditiva, atmosférica e eletromagnética.  Através da televisão e rádio somos bombardeados de barulho, notícias negativas, sujeira. Vivemos constantemente ameaçados pelas noticias que geram medo e pela solidão.
É preciso se responsabilizar 100% pela sua saúde e pela sua vida. Sua saúde é fruto das suas escolhas. Quando ainda somos vítimas das circunstâncias, do ambiente, da genética, fica difícil alterar os resultados relativos a sua saúde.

Conhecimento é poder

É preciso estudar um pouco também. Você ocupa um corpo complexo, cheio de recursos incríveis. Milhares de processos biológicos ocorrem a todo instante e muita gente não sabe nem aonde fica o fígado. Ou pior, pra que ele serve. Se você não sabe nem aonde ele fica, nem para que serve como poderá cuidar dele? Conhecer o corpo que você habita é primordial para que você tenha saúde. Compreender os processos biológicos básicos é essencial. Saber o que os alimentos representam dentro do corpo também.

Incompatibilidade genética

A verdade é que estamos levando uma vida que não é adequada ao que geneticamente fomos criados para fazer. Nosso estilo de vida é incompatível como nosso DNA.

As doenças que vemos hoje são provocadas em grande parte pelo nosso estilo de vida, que não está em harmonia com nossa predisposição genética. O que é ótimo! Já que estamos causando a nossa destruição, e essa destruição é causada pelo nosso estilo de vida, podemos mudar nosso estilo e obter resultados diferentes.

Não estamos mais nas mãos dos germes, pragas e cataclismos. A maioria das mazelas que enfrentamos são causados por nós mesmos e por isso temos o poder em nossas mãos.

Podemos transformar essa história e trazer nosso DNA de volta a programação original. Melhor que isso, podemos alterar parte do nosso DNA para operar de forma ainda mais vantajosa. E isso não é ficção científica.

Uma pesquisa de Stanford mostra o peso de todos os fatores que fazem uma pessoa viver mais de 65 anos são:

  • 60% Estilo de vida (ou seja, resultado das nossas escolhas, nossa responsabilidade)
  • 20% Meio ambiente (idem)
  • 15% Genética
  • 5% assistência médica

O poder estame nossas mãos.

É muito comum ouvirmos das pessoas que elas terão determinada doença por que toda a família dela tem a tal doença. Não há duvida de que a herança genética desempenha um papel importante quando falamos do risco de desenvolverem determinada doença. Mas pesquisas médicas recentes e atualizadas tem mostrado que podemos mudar nosso destino genético através da nossa alimentação e hábitos de vida.

Epigenética

“Epigenética é o estudo de secções especificas do DNA (chamada “marcas”), que, basicamente, dizem os genes quando e com que força eles devem se expressar.

Como regentes de uma orquestra, essas marcas epigenéticas são o controle remoto não apenas da sua saúde e longevidade, mas também de como você passará seus genes para as futuras gerações. Nossas escolhas pessoais cotidianas tem um efeito profundo na atividade de nossos genes. Isso nos dá poder.

Já sabemos que nossas opções alimentares, o stress que vivenciamos ou evitamos, os exercícios que fazemos ou deixamos de fazer, a qualidade do nosso sono e até os relacionamento que escolhemos compõem grande parte da coreografia de quais genes serão ativos e quais serão desligados.

Eis o mais convincente de tudo:

“Podemos alterar a expressão e mais de 70% dos genes que tem influencia direta em nossa saúde e longevidade.”
Dieta da mente, David Pearmutter.

É possível melhorar a expressão dos nossos genes saudáveis e também desligar nossos genes negativos, que levam a processos inflamatórios e doenças genéticas.

Os genes que causam estes efeitos negativos sofrem forte influencia da nossa alimentação, da prática de exercícios ou não e nossa capacidade de resiliência diante da vida.

Neurogênese

Existe uma antiga crença de que nascíamos e morríamos com a mesma quantidade de neurônios. A ciência provou que isso não é verdade. Ocorre que nós não morremos com o mesmo número de neurônios com que nascemos, tão pouco aqueles que nos serviram na primeira infância. Nós desenvolvemos, criando e renovando, neurônios ao longo de toda nossa vida. 

E com nossas escolhas podemos fortalecer os circuitos cerebrais já existentes e criar novas conexões neurais e complexas, assim como novas células cerebrais.

Criamos novas conexões neurais por exemplo quando aprendemos uma nova língua, ou quando ouvimos novas músicas elaboradas e complexas, ou quando conhecemos novos lugares.

A teoria de que as células cerebrais não se regeneravam fez parte da crença de muitos, médicos e leigos. Mas muitos também questionavam, por que todas as células do corpo se regeneravam e as do cérebro não. Não fazia sentido.

Por exemplo, certas células sanguinárias se renovam em questão de horas, os receptores de paladar são substituídos a cada 10 dia, as células epidérmicas são trocadas a cada mês e as células musculares levam cerca de 15 dias para se renovarem totalmente. Não seria diferente com nosso cérebro.

Em 1998 o sueco Peter Eriksson publicou um artigo na revista Nature Medicine aonde afirmava que tinha descoberto uma população de células troncos neurais no cérebro. Essas células tronco eram constantemente abastecidas e conseguiam se regenerar em neurônios. Com isso surgia uma nova ciência: a Neuroplasticidade.

Neuroplasticidade

A Neuroplasticidade traz esperança àqueles que buscam pistas para interromper, reverter e até curar as doenças cerebrais progressivas como Alzheimer por exemplo.

Isso quer dizer que podemos manter nosso cérebro vivo e atento mesmo quando envelhecemos, pois sabemos que determinadas atitudes podem regenerar e criar novos neurônios.

Esse processo de regeneração cerebral é controlado pelo nosso DNA. Especificadamente por um gene chamado BDNF. O BDNF desempenha um papel fundamental na criação de novos neurônios. A ciência tem hoje uma compreensão firme dos fatores que fazem nosso DNA produzir BNDF. Felizmente esses fatores estão, na maioria, sob nosso controle direto.

O gene que aciona o BNDF é ativado por uma serie de hábitos pessoais, que incluem exercícios físicos, restrição calórica, dieta cetogênica e acréscimos de certos nutrientes como a curcumina e o DHA, uma poderosa gordura omega 3. Isso é muito valioso. Todos esses fatores estão ao nosso alcance e representam escolhas que podemos fazer para acionar o botão que faz crescerem novas células cerebrais.

Atividade física

O exercício físico é uma das maneiras mais poderosas de alterar seus genes. As descobertas são espantosas. De maneira simplificada, quando você se exercita, literalmente, exercita seus genes.

Exercícios aeróbios em especial não apenas ativa seus genes relacionados a longevidade, mas também estimula o gene BNDF, o “hormônio do crescimento” do cérebro.

Especificamente pesquisas recentes descobriram que exercícios físicos :

  • Aumentam o BNDF
  • Revertem o declínio da memória nos idosos
  • Aumentam o surgimento de novas células no centro de memória do cérebro.
  • Quanto mais nos movimentamos mais aguçado fica nosso cérebro. Mova-se!

Restrição calórica

A restrição calórica é outro fator epigenético que ativa o gene da produção de BNDF. De acordo com Dr. Richard Anderson, em seu livro Dieta da mente, estudo detalhados mostraram claramente que quando um animal é submetido a uma dieta de retração de calorias (reduzida em torno de 30%) a produção de BNDF dá um salto e ocorrem fortes melhorias na memória e em outra funções cognitivas.

“Em janeiro de 2009, a Proceedings of the National Academy of Science publicou um estudo em que pesquisadores alemães compararam dois grupos de indivíduos idosos.
Um deles reduziu as calorias em 30% e o outro foi autorizado a comer o que bem entendesse. Os pesquisadores queriam verificar se era possível medir a diferença nas funções cerebrais entre os dois grupos. Ao final dos três meses de estudo, aqueles que tinha liberdade de comer sem restrições sofreram declínio pequeno, mas claramente definido no funcionamento da memória, enquanto no grupo com a dieta de redução calórica a memória até melhorou, e de maneira acentuada. Cientes de que as atuais abordagens farmacêuticas em relação à saúde cerebral são muito limitadas, os autores concluíram: As presentes descobertas podem ajudar a desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento para manter a saúde cognitiva em idade avançada.’” Dieta da Mente, David Perlmutter.

Evidências

Evidências adicionais sustentam o papel da restrição calórica no fortalecimento do cérebro e na maior resistência às doenças degenerativas.

De acordo com Dr. Mark P. Mattson, do Instituto Nacional para o envelhecimento, afirma:

“Dados epidemiológicos sugerem que indivíduos com baixa ingestão de calorias podem ter uma redução no risco de derrames e desordens neurodegenerativas. Há uma forte correlação entre o consumo alimentar per-capita e o risco de mal de Alzheimer e derrames. Dados de estudos caso-controle de base populacional mostraram que os indivíduos com a menor ingestão diária de calorias tiveram os menores riscos de mal de Alzheimer e de Parkinson.”

Mattson estava se referindo a um estudo feito com famílias nigerianas que se mudaram para os Estados Unidos. Esse estudo específico conta uma história diferente para aqueles que acreditam que as demências são ditadas pelo seu DNA.

O peso do ambiente

Foi demonstrado que o grau de degeneração cognitiva e memória aumentou nos nigerianos que passaram a viver no EUA, com alta ingestão calórica, se comparada aos parentes que permaneceram na Nigéria.

Geneticamente, os nigerianos que se mudaram para os EUA eram iguais aos parentes que permaneceram na Nigéria.

Se a perspectiva de diminuir 30% da ingestão de calorias diárias, reflita o seguinte: nós comemos muito mais do que precisamos, geralmente 40%. Você ainda terá 10% de sobra!

Os benefícios de um dieta cetogênica

A cada ano que passa reduzo a minha ingestão de carboidratos e aumento a ingestão de gorduras. Como já disse quero viver 150 anos para aproveitar o máximo a minha passagem pela terra.

Embora a restrição calórica possa ativar diferentes processos, não apenas protegem o cérebro mas estimulam o crescimento de novas redes neuronais. Isso pode ser ativado pelo consumo de gorduras especiais, chamadas cetonas, ou seja, os triglicerídeos de cadeia média ou óleo MCT. Óleo de coco é uma boa fonte dessa gordura. Vários estudos tem apontado o óleo de coco como preventivo de Alzheimer.

O poder da meditação

Meditar está longe de ser uma atividade passiva. Estudos mostram que quem medita tem um risco muito menor de sofrer doenças cerebrais, entre outras.
Aprender a meditar exige, tempo, prática e dedicação. Mas os benefícios são diversos e comprovados.

Suplementos

Curcumina

A cúrcuma tem sido alvo das pesquisas na área da neurociência do mundo inteiro. A prevalecia de demência é especialmente reduzida em comunidades onde a cúrcuma é usada em abundância. Alem de suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antifúngicas e antibacteriana, é especificamente sua capacidade de aumentar o BNDF que tem atraído o interesse dos cientistas.

DHA

DHA é um importante regulador de processos inflamatórios. Alem disso, e a mais interessante função desse, é seu papel na regulagem dos genes que produzem o BNDF. Em termos simples, ele ajuda a orquestrar a produção, a conectividade e a viabilidade das células cerebrais, ao mesmo tempo que estimula seu funcionamento. Um estudo feito com 815 indivíduos com idades entre 65 e 94 anos, concluiu que aqueles que consumiram a maior quantidade de DHA tiveram uma incrível redução de 60% no risco de desenvolver Alzheimer.

Outro estudo, chamado MIDAS, da Dra. Karin Yurok-Mauro, comenta:

“Em nosso estudo, pessoas saudáveis com queixas de memória que tomaram cápsulas de DHA de algas durante 6 meses reduziram praticamente pela metade os erros em um teste que mede a aprendizagem e o desempenho da memória, em relação àqueles que tomaram um placebo. O benefício é, grosso modo, o equivalente a ter os níveis de aprendizagem e memória de alguém três anos mais jovem.”Dieta da Mente.

Estimulo intelectual desenvolve novas redes

Outra coisa muito importante é estarmos constantemente nos desafiando, tanto  fisicamente quanto intelectualmente.

Quando somos estimulados por leitura, jogos inteligentes, musicas de qualidade, novos lugares, novas línguas, novas culturas, não só nosso cérebro se torna mais rápido e eficiente na sua capacidade de processamento, mas também consegue armazenar mais informações. Uma vez mais, o resumo que o Dr. Mattson fez, diz:

“Em relação ao envelhecimento e as desordens neurodegenerativas relacionadas a idade, os dados disponíveis sugerem que aqueles comportamentos que estimulam a complexidade dendrítica e a plasticidade sináptica também promovem um envelhecimento saudável e reduzem o risco de desordens.”

Desintoxicar é preciso.

Existem vários compostos na natureza que acionam o processo de desintoxicação do corpo. Entre eles estão :

  • Curumina da cúrcuma
  • Extrato de chá verde
  • Silimarina do cardo mariano
  • Extrato de bacoba
  • DHA
  • Sulforafano, presente no brócolis
  • Ashwagandha
  • Café

Cada uma dessas substancias é eficaz no acionamento da produção inata pelo corpo, de antioxidantes-chave, que ajudam no processo de desintoxicação. Tudo isso é bom para a saúde cerebral.

Fomos feitos e projetados para sermos pessoas espertas a vida toda. O cérebro foi feito para funcionar bem até o último suspiro.  Mas a maioria de nós supõe, equivocadamente, que com a idade vem necessariamente o declínio cognitivo. As pessoa acham que é inevitável ao envelhecer, adoecer e perder a capacidade de discernir, tanto quanto a perda da audição ou surgimento das rugas. Isso é uma falácia. Não existe necessariamente uma correlação entre envelhecimento e demência ou dependência.

 

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