Medicação alopática
Assunto complexo. Quero começar dizendo que não estou aqui falando que remédios devem ser cortados da nossa vida. Remédios podem salvar vidas! Porém devem ser utilizados com mais cautela.
Vários estudos mostram que a indústria farmacêutica inventa doenças e consequentemente o remédio, lança remédios sem as devidas pesquisas, cobra preços abusivos, usa placebos e muito mais. Acredita-se que 50% dos remédios comercializados fazem mais mal do que bem, em razão dos efeitos colaterais.
O livro e documentário Death by Medicine ou Morte através da medicina, mostra que algo está errado quando as agências reguladoras fingem que vitaminas são perigosas, e ignoram as estatísticas publicadas que falam que o medicamento sancionado pelo governo americano é o perigo real. No Brasil não é diferente.
Este livro é fruto do trabalho de um grupo de pesquisadores que revisou meticulosamente essa evidência estatística e suas descobertas são absolutamente chocantes.
Eles apresentam evidências convincentes de que o sistema de medicina alopática de hoje causa mais danos do que bem.
O número de antibióticos desnecessários prescritos anualmente para infecções virais chega a 20 milhões por ano.
O número de procedimentos médicos e cirúrgicos desnecessários é de 7,5 milhões.
E o número de pessoas expostas a hospitalização desnecessária, anualmente, é de 8,9 milhões.
A estatística mais impressionante é que o número total de óbitos gerados pela medicina convencional é surpreendente 784,000 milhões por ano.
Nessa pesquisa fica evidente que o sistema médico americano é a principal causa de morte e lesões nos EUA. Por outro lado, o número de óbitos atribuíveis à doença cardíaca em 2001 foi de 699.000 milhões, enquanto o número de óbitos atribuíveis ao câncer foi de 553.000 milhões.
Outro livro muito interessante é A verdade sobre a indústria farmacêutica.
O poder da sugestão
Ele conta que a indústria farmacêutica descobriu a força que o medo a doenças e a hipocondria causam às pessoas e, assim, passaram a vender drogas para novas doenças que ela mesmo inventa.
O autor alega que a indústria farmacêutica junto com médicos vendidos, e uma ajudinha do marketing, vendem sintomas para pessoas sugestionáveis, que são a maioria de nós.
Graças ao tal marketing, que na verdade “vende” doenças para construir a demanda, milhões de pessoas que já estiveram muito bem, têm agora várias doenças causadas pelo efeito colateral dos medicamentos prescritos sem necessidade.
De acordo com o autor, para uma grande parte da população, a relação com os medicamentos é assim: “Tomo aspirina para a dor de cabeça causada pelo Zyrtec, que uso contra a rinite alérgica que adquiri com o Relenza, para a dor de estômago da Ritalina, que eu tomo para o déficit de atenção causado pelo Scopoderm, que uso para o enjôo que o Lomotil me dá, que tomo para a diarréia causada pelo Xenical, que uso para perder o peso ganho com o Paxil, que combate minha ansiedade causada pelo pelo Zocor, que serve para combater meu colesterol alto… porque praticar exercício, boa dieta e tratamento quiroprático regularmente dá muito trabalho”
A verdade é que a indústria farmacêutica tem várias estratégias para manter o público comprando drogas.
Filhos normais
Um bom exemplo disso é a mina de ouro baseada no medo que temos de que nossos filhos não sejam normais.
O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade é uma doença comum a todas as crianças que não são criadas ao ar livre, porque elas precisam brincar, pular, gritar e dançar. São crianças! Seria anormal que elas não fizessem isso.
As birras agora são chamadas de “Transtornos de Humor”. Graças à “psicofarmacologia pediátrica”, as crianças são cada vez mais diagnosticadas com transtorno desafiador opositivo, manias mistas, fobias sociais, distúrbios bipolares, transtornos de conduta, depressão e transtornos do “espectro”. Para cada um desses distúrbios, a indústria já providenciou um medicamento.
Por que a indústria gosta de crianças?
Crianças são pacientes submissos que farão o que seus pais, professores e médicos mandarem, diz o ex-promotor de vendas da indústria farmacêutica Gwen Olsen, autor de Confissões de um Vendedor de Drogas.
No livro ele diz que as crianças fazem parte do “tipo de paciente ideal porque representam prescrição contínua, obediente e longeva”.
Em outras palavras, eles vão ser pacientes ao longo da vida e renovar o estoque de clientes para a indústria. Isso não é um exagero.
Além de consumirem drogas pesadas e desnecessárias, muitas crianças apresentarão reações ao medicamento, o que exigirá mais drogas, para tratar os efeitos colaterais.
Mais um autor que merece nossa gratidão é Peter Gotzsche, que no livro Medicamentos Mortais e Crime Organizado, expõe a indústria farmacêutica e seus comportamentos fraudulentos, tanto na pesquisa como no marketing.
No livro, recheado de provas e pesquisas científicas, ele mostra o triste desrespeito por vidas humanas e aborda uma falha geral do Sistema de Saúde, que precisa de reformas radicais urgentes.
Não estou dizendo aqui para você parar de tomar medicamentos de forma radical, mas sim fazer uma reflexão da real necessidade do uso.
Lembrando que o importante é buscar a causa do problema e buscar a cura, e não somente remediar.
As vezes um remédio pode salvar a nossa vida, como é o caso de antibióticos, mas temos que ser mais criteriosos no uso de qualquer medicação, e tal uso deve ser feito em último caso.
Gosto da citação que diz que o bom médico é aquele que ensina a curar e não aquele que prescreve. Lembre-se disso na próxima vez que for ao médico.
Livros que tratam do tema
- Gwen Olsen, Confissões de um vendedor de drogas
- Gary Null, Death by Medicine
- Marcia Angell, A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos
- Peter Gotzsche, Medicamentos mortais e crime organizado
Documentários
Gary Null, Death by Medicine: https://www.youtube.com/watch?v=aRBvMQBucxg