Como curar a depressão sem remédios

Escrito por Julia Murça

25 de agosto de 2020

Pode ser que conheça alguém que tenha ou teve depressão, ou até mesmo você já tenha a experimentado.

No mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com essa doença.

O que aconteceu para chegarmos a esse número? Qual a origem desse mal? Existe cura?

Vou compartilhar com você algumas informações esclarecedoras sobre este assunto.

Entendendo a depressão.

A depressão é uma doença psiquiátrica que tem como sintomas a tristeza profunda, perda de interesse, ausência de ânimo e oscilações de humor.

Ela tem se tornado cada vez mais comum nos dias atuais.

Aqui, no Brasil, quase 12 milhões de brasileiros sofrem com a doença, colocando o País no topo do ranking no número de casos na América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quais as causas?

Além das causas conhecidas, como genética, bioquímica cerebral e eventos da vida, acredita-se que hoje a depressão é uma bola de neve de deficiências nutricionais.

Essa deficiência de nutrientes vai impedindo a fabricação de serotonina, noradrenalina, dopamina e demais neurotransmissores que são responsáveis pelo bom humor e sensação de bem-estar.

É possível que muitas pessoas que vivem à base de antidepressivos estejam, na verdade, desnutridas.

Vários estudos têm evidenciado que a alimentação rica em carboidratos e pobre em gorduras pode interferir no nosso humor. Mostram ainda que, quanto menor o índice de colesterol, maior o nível de depressão.

Outros estudos revelam que a falta de minerais no corpo também pode ser considerada uma razão da depressão. Isso não quer dizer que certos medicamentos não ajudam em algumas ocorrências graves, mas as consequências são caras.

Talvez seja o caso de ministrar os remédios num primeiro momento, quando o sistema já não consegue reagir sozinho, de forma emergencial. Depois do quadro estável, é hora de tratar a causa para curar o problema de fato. Ou seja, transformando a alimentação e os hábitos de vida para que o próprio organismo reaja e consiga virar a página.

O glúten que deprime.

Há algum tempo, as doenças celíacas estão relacionadas à depressão, assim como a outros transtornos comportamentais, como o TDAH.

Hoje em dia, encontra-se um estado de depressão em nada menos que 50% dos indivíduos sensíveis ao glúten.

Como a depressão pode ter a ver com um intestino maltratado? Quando o revestimento intestinal é ferido pelo glúten, ele se torna ineficaz na absorção de nutrientes essenciais, muitos dos quais mantêm o cérebro saudável, como o zinco, o triptofano e as vitaminas do complexo B.

Além disso, esses nutrientes são necessários para a produção de substâncias químicas neurológicas, como a serotonina.

A grande maioria dos hormônios e das substâncias químicas que causam bem-estar é produzida na região dos intestinos, por isso os cientistas se referem ao intestino como o nosso segundo cérebro.

Uma perspectiva não tão nova assim.

A sabedoria oriental já sabia disso.

Os orientais chamam o intestino de cérebro visceral – o chacra solar –, situado pouco acima do umbigo. Segundo eles, esse chacra comanda todas as nossas emoções.

“O mais inquietante disso tudo é a prescrição desmedida de antidepressivos, sem uma análise da causa, e consequentemente, a busca para solucionar o problema.
Existem alguns fatores que podem levar a uma pessoa a desenvolver depressão, porém existem vários estudos científicos mostrando que esta doença começa no intestino.
Novas pesquisas têm demonstrado o perigo de usar estes medicamentos. Quando pesquisadores em Boston analisaram mais de 136 mil mulheres entre as idades de 50 e 79 anos, descobriram uma relação indiscutível entre aquelas que estavam tomando antidepressivos e o risco de derrames e de morte em geral.”
Livro – Dieta da Mente

Na pesquisa citada no livro, foi demonstrado que as mulheres que tomavam antidepressivos tinham probabilidade 45% maior de sofrer derrames e risco 32% maior de morrer, somadas todas as causas.

Esses estudos perturbadores nos levam ao um ponto de reflexão: como tratar uma doença que incapacita as pessoas de tal forma que elas ficam impedidas de trabalhar, estudar, realizar coisas e se relacionar?

Tudo se conecta ao sistema digestivo.

Como o sistema digestivo afeta nossas emoções, regula nossa imunidade e funciona como um órgão inteligente?

A resposta está no livro “O Cérebro Desconhecido”, de Helion Póvoa.

Na obra, o autor apresenta a interligação do cérebro com o intestino, mostrando que ele é um órgão autônomo e inteligente.

O intestino repousou durante muito anos no esquecimento pelas pessoas, que dele só se lembravam quando comiam algo que não caia bem. A ciência também o desconsiderou por muito tempo, analisando-o de forma secundária dentro da medicina. Ele ficou diminuído às funções básicas de digestão, absorção e limpeza (como se fosse pouco).

Hoje, porém, a situação é outra. Vários estudos mostram a importância do intestino como um órgão inteligente, em razão da capacidade de selecionar o que comemos. Ele separa e utiliza o que nos é útil e descarta o que não é.

É considerado o “segundo cérebro” por ser o único órgão do corpo humano capaz de executar funções independentemente do sistema nervoso central.

Está claro para os cientistas que a simples felicidade depende fundamentalmente do que se passa no sistema gastrointestinal. Isso se dá em razão de que a maior parte da serotonina que produzimos surge no intestino: de 70% a 90% deste neurotransmissor, responsável pela alegria e bem-estar, é produzido lá.

Enfezado?

Já parou para pensar de onde vem a expressão “enfezado”?

Pois é, de fato, quando nosso intestino não vai bem, nossas emoções também não costumam ser boas.

Fenômenos como o aumento assustador dos casos de alergias, diabetes e males que mais matam no mundo hoje – câncer e doenças coronarianas – também podem ser explicados como perturbações na dinâmica das enzimas, hormônios e neurotransmissores que atuam no sistema gastrointestinal.

A absorção dos alimentos vem sendo considerada um novo paradigma para a saúde. Essa fantástica função, quando exercida insatisfatoriamente, pode desencadear série de distúrbios que lentamente provocam reações em cascata no organismo.

Algumas deficiências nutricionais mais cruciais que foram relacionadas à depressão incluem a vitamina D e o zinco, por exemplo. Esses micronutrientes estão relacionados à regulagem do humor.

Alguns médicos mais atualizados têm substituído os antidepressivos por suplementação de nutrientes e, juntamente com a retirada do glúten, têm obtido grande sucesso!

É importante observar que existe tempo necessário de recuperação nestes casos. Estudo revelam que são necessários 90 dias para que haja uma sensação completa de alívio.

Sinto que, para termos a tão almejada saúde, precisamos de fato nos conhecer. Devemos buscar nos conhecer como pessoas, mas também biologicamente.

Fonte de imunidade.

Vale a pena saber que nada menos do que 80% do nosso potencial de imunidade se concentra na mucosa intestinal, assim como grande parte da produção do valioso hormônio de crescimento, o maior trunfo moderno de combate aos sintomas do envelhecimento.

A acetilcolina, neurotransmissor presente no cérebro e de grande importância na memória e no pensamento, também é secretada em grande quantidade nos nervos que recobrem o intestino.

Estudos modernos sobre esse complexo sistema serão certamente a grande fonte de conhecimentos, a partir dos quais poderemos descobrir como viver com mais saúde, mais alegria e, principalmente, mais interação entre os aspectos físicos e emocionais da nossa existência.

Quando fizermos isso, estaremos mais preparados para usufruir o melhor da vida. Afinal, as doenças são os maiores obstáculos para a nossa felicidade.

Saúde é a fonte da felicidade.

Estamos aqui por duas razões: evoluir e ser feliz.

E, para ambas, precisamos de saúde plena, saúde vigorosa!

O melhor de tudo é que sua boa saúde só depende de você.

Transforme a sua alimentação e veja seu mundo se transformar.

O destino de sua saúde está em suas mãos! Levante-se e a governe!

O que você pode fazer agora por ela?

  1. Diminua gradualmente o uso de alimentos industriais, que são muito ruins para o intestino. Substitua-os por preparações caseiras.
  2. Diminua ao máximo o uso do açúcar branco. Use o mascavo, com moderação. Prefira o açúcar de coco e os adoçantes naturais não glicêmicos, como xilitol, eritritol e taumatina.
  3. Reduza ou cesse o uso do glúten. Glúten machuca seu intestino e deixa você deprimido. Hoje em dia, já existem diversos produtos sem glúten com textura e sabor iguais ou superiores a este ingrediente.

Habitamos um corpo fantástico, uma verdadeira máquina ao nosso dispor e, conhecendo-a mais a fundo, podemos fazer melhor uso dela, atuando em alta performance, ou seja, com energia realizadora e disposição para atingir nossos objetivos, sonhos e propósitos.

Para realizarmos as coisas que queremos nesta vida, precisamos ter saúde vigorosa: saúde física, emocional, mental e espiritual.

E eu acredito que nossa saúde começa no nosso intestino. Se o nosso intestino estiver saudável, apto a discernir o que presta do que não presta, absorvendo e transformando os nutrientes em matéria-prima de energia, podemos realizar qualquer coisa.

Você, na sua melhor versão!

Mas, se adoecemos, em qualquer nível, perdemos esse poder. Ficamos desanimados e precisamos gastar a nossa energia para a nossa recuperação. E mais, quando adoecemos, somos atingidos por um dos piores sentimentos a respeito do futuro, a falta de esperança.

Conhecer-se e cultivar uma vida saudável são os passos mais importantes para a cura da depressão.

Com alegria e saúde!

Julia Murça

Referência: http://www.portalcbncampinas.com.br/2017/05/doutora-em-engenheira-de-alimentos-pela-unicamp-glaucia-pastore-explica-relacao-dos-alimentos-com-depressao/

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